quinta-feira, 18 de abril de 2013

Novos projetos


Cumprindo – de vez em quando – os prazos, cá estou (antes do fim do semestre) a falar do novo projeto que ando tramando, mais ambicioso e potencialmente mais frutífero do que o Dom Quixote.

Ano passado eu percebi um detalhe (que nem é um "detalhe" propriamente) sobre fazer histórias em quadrinhos longas: é necessário constância, tanto no desenho quanto no roteiro. Em geral isso não é um empecilho, porém, no meu caso é, e dos grandes. Eu ainda não possuo um estilo único e definido, e creio que jamais terei um, mas, enquanto ainda estou experimentando, esta "estabilidade"acabaria por soar mais como uma "estagnidade". Livros mais longos demoram para fazer, ainda mais quando a sua feitoria não é a principal atividade do autor (como é no meu caso) e ficar dois ou três anos sem poder evoluir muito no traço não me parece uma boa ideia.
A solução que achei, então, foi a seguinte: por que ser estável se se pode ser experimental? Esta ideia é o que chamam de "matar dois coelhos com uma cajadada", pois além de solucionar o problema da estagnação me permite não ter de esperar o livro estar pronto para publica-lo; porque não po-lo aos poucos na internet? E esta segunda solução proporciona um grande benefício: divulgação, algo que realmente necessito no momento. Além de aumentar a constância das postagens.

Mas, afinal, o que vai ser este "quadrinho experimentalista"? (acho que já coloquei retórica de mais nesse texto...) A ideia é meio confusa mas acho que vai dar certo: uma história meio sem objetivo narrada em diversos capítulos curtos (de duas a oito – no máximo – páginas). Cada capítulo terá arte e desenvolvimento próprios, ou seja, tanto o estilo do desenho quanto a sua própria técnica (nanquim, aquarela, guache... e estes são os mais simples, porque os meus planos também incluem de colagem a gravura) mudarão muito, o que, além de me permitir uma mais variada gama de arte-finalizações, ainda me possibilita aprender técnicas novas.
O pouco que falarei da história, por enquanto, é que se tratará de um sonho, tema que me abre tamanha variedade de oportunidades. Começará simples, mas pretendo aumentar gradativamente a complexidade. O personagem principal era para ser baseado em mim (tanto física quanto psicologicamente) por uma razão óbvia de que o sonho é meu (são os únicos que conheço), porém ou ficava muito diferente ou ficava igual (falta de habilidade, por enquanto), por isso creio que, enquanto vou praticado, consiga atingir o ponto certo de semelhança, logo não estranhem se um personagem mudar de fisionomia.

Para ser sincero, o que eu preciso mesmo é um objetivo para continuar desenhando, objetivo que só vem quando se tem vontade de fazer alguma coisa maior do que um único trabalho individual.
Já tenho o roteiro dos primeiros três capítulos (nove páginas), uma página pronta, outra começada e ideia para no mínimo mais vinte capítulos. Espero logo começar a postá-los.

O nome será onirografia, algo como escrita de sonho.

Lui

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